terça-feira, 8 de junho de 2021
Da Praia de Olham à Freguesia de Olhão
A Igreja Matriz
(...)a nova Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, segundo a legenda gravada na cantaria sobre a porta principal, «(...) foi fundada reinando Pedro II / Simão Bispo consagrou a Deus / a primeira pedra a 4 de Junho de 1698» e «À custa dos homens do mar deste povo se fez este templo novo, no tempo em que só haviam umas palhotas em que viviam». (...) Entrou em pleno funcionamento em 1715, ano em que para esta se fez solenemente a transladação do Santíssimo Sacramento. ANTERO NOBRE
Desenho: José Garcês
A Igreja Pequena (III)
Os Antigos Habitantes
(...) a população olhanense nunca foi exclusivamente de gente do mar; Olhão jamais foi uma terra apenas de pescadores e marítimos, pois nela existiu sempre, mesmo nos tempos mais antigos (...) uma numerosa classe de pessoas que viviam do amanho e dos rendimentos dos campos vizinhos. Os próprios homens do mar olhanenses foram nos primeiros tempos, em grande parte, se não na totalidade, simultaneamente homens do campo; pequenos agricultores, iam à pesca ou à apanha da murraça no intervalo do amanho das suas courelas ribeirinhas (...).
Texto: Antero Nobre
Desenho: José Garcês
O Topónimo OLHÃO
"Nos tempos da dominação árabe, teria existido no local ou na região (...) uma fonte ou nascente, na qual se abasteceriam de água os habitantes da área e suas redondezas. Ao local ou lugar, teriam os árabes dado o nome de «al-Háin», que, na sua língua, significa precisamente «a fonte» (…)Após a expulsão dos árabes, o nome por que seria conhecida a região -al-Háin- teria entrado na nossa língua (então no inicio da sua formação), e nela se teria fixado sob a forma «Alhan» ou «Alham». (...) o povo, levado e «auxiliado» pela semelhança fonética e sónica (e talvez também ortográfica), e pela conexão de significado e de sentido existentes entre a palavra de origem árabe «Alhan» ou «Alham» e a então já portuguesíssima «Olham» (aumentativo de «olho» (de água), de formação nítida e retintamente portuguesa) teria transformado o «a» em «o» dando assim origem ao topónimo «Olhão».
Texto: António Henrique Cabrita
Desenho: José Garcês
sábado, 12 de dezembro de 2020
Jardim João Serra
Mais umas achegas para a história efémera do nosso Jardim João Serra:
O jardim público, inaugurado em 1904, foi reconstruído e substancialmente melhorado e alargado em 1926. Foi-lhe, então, atribuído o nome de João Serra , em homenagem ao 1º soldado natural de Olhão caído em combate em França, durante a I Guerra Mundial.
O coreto, onde decorriam concertos musicais, o arvoredo frondoso e os bancos revestidos a azulejos, da autoria de Jorge Colaço e que invocavam o feito heróico de 16 de junho de 1808, eram o orgulho dos olhanenses.
Em 1963, a construção do Palácio da Justiça ditou o desaparecimento de grande parte do Jardim, tendo provocado um enorme descontentamento na população.
Atualmente é tão somente um pequeno espaço ajardinado.
terça-feira, 18 de junho de 2019
Casas com histórias
Casa Rosa - Avenida Dr.Bernardino da Silva.
Casa em estilo art deco - Avenida Dr. Bernardino da Silva.
Casa (dita) da família Caduca - Avenida Dr. Bernardino da Silva.
Casa no Largo da Liberdade
Casa na Rua 18 de Junho
Casa do Dr. Carlos Fuzeta - pormenor do telhado - casa inteiramente recuperada. Atualmente é um hotel.
Casa do Peixe-Rei ou Pensão Helena - Gaveto da Rua Dr. Miguel Bombarda com a Rua Dr. Pádua.
Casa de azulejos azuis e brancos - Rua Ivens.
Villa Majuca - Rua Gil Eanes - em ruína.
Casa na Rua do Comércio
Casa na Rua de Olivença







