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segunda-feira, 6 de julho de 2026

A Indústria Conserveira - Começo Dourado


 A  preparação da conserva de sardinha em azeite iniciou-se na cidade de Nantes em 1825, com bastante êxito.

 40 anos depois este sistema de conserva em azeite foi aplicado ao atum na fábrica Ramirez, em Vila Real de Santo António. Em 1878, aparece a primeira Fábrica de Sardinhas em azeite, em Setúbal.

 

 


Embora já existissem algumas pequenas fábricas de peixe em salmoura, a primeira fábrica de conservas em azeite, fundada em Olhão, foi a F. Delory, em 1892.  Ainda em 1892 , surge a empresa Júdice Fialho. A J. A. Pacheco é criada em 1893 e  também, provavelmente, a Ramirez & Ca. A firma Gio Batta Trabuco instala-se em 1896.

 

 


 


 Nos dez anos seguintes, instalam-se as empresas Manuel António Soares, Michel Migone,  Feu Hemanos, Cristina & Quintas, Gozo Amanzio e João Viana Cabrita. 

Entre 1907 e 1918, começam a trabalhar as fábricas Nicolo Lazzara, Cristóvão Martins Viegas Júnior, Augusto Bruno, Quinta, Lda., Saias Irmãos, Lda, Guerreiro & Ca. Lda., Domingos Lourenço Baeta, J. Reis Silva, Aliança Fabril, Lda., Figueira & Ca. Lda. e Honrado & Honrado, Lda..

 

 


 

 No contexto nacional, a produção de conservas de peixe em Portugal, atingiu 25.490 toneladas no ano de 1912. No fim de 1914 aquele numero baixou para 18.500 toneladas,voltando a subir para 25.269 em 1915. De 1919 até 1930, as exportações rondavam as 34.000 toneladas por ano.

 

 

Notícias - Abril - 1926

 

































Informação recolhida dos jornais da época


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CARTA DO PESCADOR OLHANENSE

Farcizeca

À díase do mar dâse Berlêngase, a sete bráçase e mêa d' água, embararem-se-m' âze grósêrase, cande vê de lá o mariola do tê pai e me dezeu assim : - Ó hôm! tu ése um montanhêre, hôm! Tu fázez um grande salcrafice em virese ó mar ! - Má o que é que você me dize, hôm?- Digue-te iste e nã casase ca 'nha filha !
Alha-me-ze Farcizeca ! ê cá ântese cria cu tê pai me dèsse doi ó trê estagácess da cara, q'el me dessesse aquil que tá ali à vizeta de gente! Viémese pá terra e a companha du barque nã falava doutra coisa.
Nísete, vê de lá o mane Zé Xaveca e me dezeu assim: -Mó, ó móce! Na te zánguese, ná t' arrelize, móce! Taze-te arralar? - Atão nã m´ êde arralar? - Nã te ralese rapá, se nã casáreze c'a filha dele casaze cá c'a minha hôm! É p'a que vêisase, Farcizeca, quê cá inda tenhe pretendêntase. Tu pensase cú tê pai é o Prencêse D.Carlos? A tua mãi a Rainha D. Imélia e os tês ermãos os Enlefantesinhes ? Alhamese ! ele é mai brute cá mãi dos penhêrese do mane João Luice. Dêxa lá cuma viage quê face ó mar de Larache , ganhe o denhêre às braçadase. Compre um chapé de côque, uma vengala, botas de rengedêra com tapadôiraze, passe a barlavante da tu porta e arraste os peses cóm' um gal. Tu vêse-me e falase-me, mai ê cá veje-te e nã te fale. Mai sê cá sentir alguma coisa du mê côrpe, ai 'nha mãe!!! Digue logue que forem vocêiaze que me fazerem mal! Qu'ê cá nã quér que vócêiaze andem a falar mal de mim p'êssese tânquese e rebêrese! Ê bem sê que tu tenz' uma linda máneca de quez'tura, mai ê cá na sei s'èze tan prefêta de mãoze come dizeze. Na m'arrale! Cá só quer que tu t'allêmbreze dos mês doze brenhoisinhes (ponha lá iste da carta,mano Manel, qu'ela já m'entende). Digue tiste e nã memporta com o pórque do tê pai.
Perdoi a arção.

Embróise  


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A Escola do Padre

 
Em 1926, o governo fez sair o Decreto-Lei que cedia à Câmara Municipal de Olhão as residências do pároco e do sacristão para aí serem instaladas as escolas do ensino primário geral