Importante é preservar a memória dos lugares. OLHÃO é a minha Cidade.

domingo, 26 de julho de 2026

Filhos d'Olhão

 Todas as terras têm as suas figuras populares. Gente simples que marca uma época e uma identidade. Olhão teve sempre as suas figuras populares. Umas desapareceram no pó do tempo, sem deixar rastro que não a memória. Outras, porque engalanaram o séc.XX,  foram fixadas em pinturas ou retratos. Quer uns quer outros preencheram o imaginário da infância nas palavras dos mais velhos da família. 

Na generalidade, essas figuras típicas saíam da norma social pelos seus hábitos de vida diferentes, fosse na vestimenta, no andar, na fala ou nos sinais fisionómicos exteriores. De uns conhecia-se a proveniência familiar, de alguns lembravam-se os ofícios que tiveram, mas de outros muito pouco se sabia. 

Vamos recordar aqui uns quantos que a arte do pintor Olhanense José Henrique fixou na tela. Sempre que possível, acompanho com fotografias recolhidas da net sem menção de autor e com pequenos apontamentos biográficos.

 

A Ferreira 

 

Teresa Luisa Ferreira

 


Nasceu em Quarteira, a 8 de Maio de 1928. Ainda criança mudou-se com a família para Olhão e aqui ficou até à sua morte.
António Macheira descreve-a assim no seu conto "O Rapto da Casa":
 

É claro que todos conhecem a Trésinha: cara bexiguenta, olho vesgo,boca torcida, nariz um pouco achatado; baixa, miúda, mas de tronco rijo e sadio. Para atrair os moços por vezes meneia as ancas como se fosse uma galinha nas aflições de postura. A sua fala é sincopada, defeituosa, soa a cana rachada e a sino ferrugento. As casas públicas da vila nunca a quiseram, já se vê. Mas Trésinha não se importa. A sua cotação, embora insignificante ao lado das congéneres, é a mais acessível às bolsas dos moços marítimos, operários, empregados modestos,e mesmo dalguns rapazes finos, garanto-lhes. 

O amor é cego, dizia o poeta.

 
 
 O Carolas
 
 

 
 

 
 


Nascido e criado na chamada Banda da Frente, anunciava com entusiasmo a programação cinematográfica do Cinema-Teatro. Também fazia biscates de levantamento e entrega de encomendas para alguns comerciantes locais.

 

 As Levantas

 


 


 

sábado, 11 de julho de 2026

1808 - Figuras com História

 











1808 - Nomes sem história que ficaram para a História

 











Rua Capitão João Carlos Mendonça

 


Rua CAPITÃO JOÃO CARLOS MENDONÇA

Inicia-se na Rua Dr. Miguel Bombarda e termina no Largo da Restauração.

Antiga Rua D. Pedro V. 

 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 

 


 

 


 

 

 

JOÃO CARLOS DE MENDONÇA nasceu em Olhão em 1881 e aqui faleceu em 1938.

Foi Capitão de Cavalaria. 

Embora monárquico convicto, foi eleito por unanimidade  Presidente da Câmara Municipal Republicana de Olhão entre 1922 e 1935.

Durante os seus mandatos, a Vila de Olhão da Restauração alcançou grande desenvolvimento urbano. Foram da sua iniciativa dotar a Vila de uma Central Elétrica alimentada a carvão junto à Estação dos Caminhos de Ferro e de uma rede de esgotos. Várias ruas foram calcetadas. O Jardim junto à estação de comboios recebeu o nome de Jardim João Serra, soldado olhanense caído em França na 1ª Guerra Mundial, e no local foram colocados 12 bancos, cujos painéis de azulejos da autoria de Jorge Colaço celebravam os eventos de 16 de Junho de 1808 e a Viagem do Caíque Bom Sucesso ao Brasil.

Foi Governador Civil do Algarve. Na casa nº 23 onde viveu e faleceu,  uma lápide fixa a sua obra em prole do desenvolvimento de Olhão.

 


 

Placas Comemorativas - Efemérides de Olhão II

 



À SOMBRA DA CRUZ DE CRISTO PORTUGAL COMEMORA NO ANO AUREO DE 1940

 O VIII CENTENÁRIO DA SUA FUNDAÇÃO E O III DA SUA RESTAURAÇÃO




ESTA OBRA FOI FEITA À CUSTA DOS MARÍTIMOS DA NOBRE CAZA DO CORPO SANTO DESTE LOGAR DE OLHÃO EM TEMPO DO FELIÇIÇIMO REINADO DO FIDELICIMO REI O SENHOR  D. JOZÉ O PRIMEIRO SENDO JUIS DA MESMA CASA ANTONIO DE GOUVEIA NO ANNO DE 1771