A preparação da conserva de sardinha em azeite iniciou-se na cidade de Nantes em 1825, com bastante êxito.
40 anos depois este sistema de
conserva em azeite foi aplicado ao atum na fábrica Ramirez, em
Vila Real de Santo António. Em 1878, aparece a
primeira Fábrica de Sardinhas em azeite, em Setúbal.

Embora já existissem algumas pequenas fábricas de peixe em salmoura, a primeira fábrica
de conservas em azeite, fundada em Olhão, foi a F. Delory, em 1892. Ainda em 1892 , surge a empresa Júdice Fialho. A J. A. Pacheco é criada em
1893 e também, provavelmente, a Ramirez & Ca. A firma Gio Batta Trabuco instala-se em 1896.
Nos dez anos seguintes, instalam-se as empresas Manuel António Soares, Michel
Migone, Feu Hemanos, Cristina & Quintas, Gozo Amanzio e João Viana
Cabrita.
Entre 1907 e 1918, começam a trabalhar as fábricas Nicolo Lazzara, Cristóvão Martins
Viegas Júnior, Augusto Bruno, Quinta, Lda., Saias Irmãos, Lda, Guerreiro & Ca.
Lda., Domingos Lourenço
Baeta, J. Reis Silva, Aliança Fabril, Lda., Figueira & Ca.
Lda. e Honrado &
Honrado, Lda..
No contexto nacional, a produção de
conservas de peixe em Portugal, atingiu 25.490 toneladas no ano de 1912. No
fim de 1914 aquele numero baixou para 18.500 toneladas,voltando a subir
para 25.269 em 1915. De 1919 até 1930, as exportações rondavam as 34.000
toneladas por ano.